A Guarda do Embaú está a menos de uma hora de Florianópolis e mesmo assim continua sendo tratada como descoberta. Parte disso é geografia: a praia fica em Palhoça, escondida atrás de um rio, e para pisar na areia é preciso atravessar de barco. Parte é escolha: o vilarejo nunca se verticalizou.
Este guia responde o que fazer na Guarda do Embaú, como chegar, o que é a travessia do rio e por que a praia tem um título internacional que nenhuma outra do Brasil tem.
Neste guia:
- Onde fica e como chegar na Guarda do Embaú
- A travessia do rio da Madre
- A primeira Reserva Mundial de Surfe do Brasil
- Vizinha do maior parque estadual de Santa Catarina
- O que fazer na Guarda do Embaú além de surfar
- O que saber antes de ir
- Quando ir
- Como encaixar a Guarda do Embaú num roteiro em Florianópolis
- Perguntas frequentes
Onde fica e como chegar na Guarda do Embaú
A Guarda do Embaú fica no município de Palhoça, no litoral sul da Grande Florianópolis, a cerca de 56 quilômetros da capital. De carro, o trajeto leva perto de uma hora e é todo asfaltado.
O caminho é simples e é o mesmo para quem vem do norte ou do sul:
- Siga pela BR-101 até a altura do km 242.
- Pegue o acesso indicado para Praia da Pinheira e Guarda do Embaú.
- Siga por cerca de 6 quilômetros até o centro da Guarda.
Também há linhas de ônibus que atendem a região, e é comum quem está sem carro combinar transporte a partir de Florianópolis.
A travessia do rio da Madre
Aqui está a parte que surpreende quem chega pela primeira vez: o carro não vai até a praia. Você estaciona no vilarejo e atravessa o rio da Madre de barco para alcançar a faixa de areia.

A travessia é curta, feita por barqueiros locais, e cobrada por pessoa no próprio embarque. É rápida, mas define o passeio de duas maneiras. A primeira é prática: você leva para o outro lado só o que carregar na mão, então vale organizar a mochila antes. A segunda é o efeito que a barreira produz. É o rio que impede a praia de virar estacionamento e mantém a orla como ela é.
Há também quem atravesse a pé em determinados momentos de maré, mas a profundidade e a correnteza do rio mudam. O barco é o acesso confiável.
A primeira Reserva Mundial de Surfe do Brasil
Este é o dado que separa a Guarda do Embaú de qualquer outra praia catarinense. Ela é a nona Reserva Mundial de Surfe do mundo e a primeira e única do Brasil, um reconhecimento internacional aprovado em outubro de 2016 e oficializado em outubro de 2019.
O título não é uma medalha de beleza. Uma Reserva Mundial de Surfe é um instrumento de proteção: reconhece um conjunto de ondas e o ambiente que as produz como patrimônio a ser preservado, envolvendo comunidade local e poder público na conservação.
No caso da Guarda, o que se protege é uma onda de foz de rio. A onda quebra na desembocadura do rio da Madre e forma esquerdas longas, que funcionam ao longo de todo o ano. É por isso que ela aparece em qualquer lista séria de picos de surfe do país.
Vizinha do maior parque estadual de Santa Catarina
A Guarda do Embaú faz fronteira com o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior unidade de conservação de Santa Catarina, com aproximadamente 87.405 hectares, algo em torno de 1% de todo o território catarinense.
Essa vizinhança explica a paisagem. O estuário do rio da Madre segue preservado, as dunas continuam formando o cordão de areia e o morro que fecha a praia mantém a mata em pé. Não é acaso paisagístico, é consequência de uma área protegida colada ao vilarejo.
O que fazer na Guarda do Embaú além de surfar
A praia é conhecida pelo surfe, mas o dia rende para quem nunca subiu numa prancha.
- Subir o Morro da Guarda. A caminhada curta até o alto entrega a vista que resume o lugar: o rio desaguando no mar, a faixa de areia e a serra ao fundo.
- Ficar na barra do rio. O encontro do rio com o mar cria uma área de água mais calma, que costuma agradar quem vai com criança.
- Caminhar pela orla. A praia é extensa e o trecho mais afastado da barra esvazia rápido, mesmo em dia cheio.
- Comer no vilarejo. A concentração de restaurantes, cafés e bares fica do lado de cá do rio, no núcleo do vilarejo.
- Assistir ao pôr do sol. Pela posição da barra e do morro, o fim de tarde é o horário em que a praia fica mais bonita.
O que saber antes de ir
Três coisas evitam a maior parte dos contratempos:
- A praia não tem estrutura do outro lado do rio como tem uma orla urbana. Leve água e o que precisar para o dia.
- O mar da Guarda é de surfe, com formação de correnteza perto da barra. Quem vai para banho tranquilo deve procurar os trechos mais calmos e respeitar a sinalização.
- Em alta temporada, o vilarejo enche e o estacionamento aperta. Chegar cedo resolve.
Vale lembrar que estar dentro de uma reserva de surfe e ao lado de um parque estadual significa levar o lixo de volta e não abrir caminho novo nas dunas.
Quando ir
O verão é a temporada cheia, com mar mais quente e vilarejo movimentado. Mas a Guarda é uma praia que funciona fora da alta: no outono e na primavera, o mar segue formando ondas, a temperatura ainda permite dia de praia e a orla fica visivelmente mais vazia.
Para surfe, a praia é consistente o ano inteiro, e essa consistência é justamente um dos motivos do reconhecimento internacional.
Como encaixar a Guarda do Embaú num roteiro em Florianópolis
Pela distância, a Guarda funciona bem como bate e volta de quem está hospedado em Florianópolis. Sai-se de manhã, aproveita-se o dia e volta-se à tarde sem estrada longa.
Quem está na Ilha com poucos dias costuma alternar entre o litoral sul continental e as experiências que a Descubra Floripa opera dentro de Florianópolis, como trilha, city tour e cavalgada. A Guarda entra bem no dia em que se quer sair do circuito da Ilha sem perder tempo em deslocamento.
Perguntas frequentes
O que fazer na Guarda do Embaú?
Surfar, subir o Morro da Guarda para a vista do rio desaguando no mar, ficar na barra onde a água é mais calma, caminhar pela orla, comer no vilarejo e ver o pôr do sol. É um destino de praia e caminhada leve, não de estrutura urbana.
Como chegar na Guarda do Embaú?
De Florianópolis, siga pela BR-101 até o km 242, pegue o acesso para Praia da Pinheira e Guarda do Embaú e siga por cerca de 6 quilômetros até o centro. São aproximadamente 56 quilômetros e cerca de uma hora de carro.
Precisa atravessar de barco para chegar à praia?
Sim. O acesso à faixa de areia é feito pela travessia do rio da Madre, em barcos de barqueiros locais, com valor cobrado por pessoa no embarque. O carro fica no vilarejo.
Por que a Guarda do Embaú é uma Reserva Mundial de Surfe?
Porque a onda de foz do rio da Madre e o ambiente que a produz foram reconhecidos internacionalmente como patrimônio a preservar. É a nona reserva do mundo e a primeira do Brasil, aprovada em 2016 e oficializada em 2019.
A praia da Guarda do Embaú é boa para crianças?
A região da barra do rio, com água mais calma, costuma ser a escolha de quem vai com criança. O trecho aberto é praia de surfe, com ondas e formação de correnteza, e pede atenção.
Dá para fazer a Guarda do Embaú em um dia saindo de Florianópolis?
Dá, e é o formato mais comum. A distância curta permite sair de manhã e voltar no fim da tarde sem apertar o dia.
Qual a melhor época para ir?
O verão tem mar mais quente e mais movimento. Outono e primavera entregam praia com bem menos gente e mar ainda bom. Para surfe, a praia funciona o ano inteiro.
Sobre a Descubra Floripa
A Descubra Floripa é uma agência de viagens de Florianópolis que opera grupos desde 2011, em três frentes: receptivo local na Ilha, excursões em grupo por Santa Catarina e pacotes nacionais e internacionais. Conhecer o litoral da Grande Florianópolis com quem opera a região é o que separa um roteiro genérico de um dia bem aproveitado.
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